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A ausência de Jorge Andrade será, de resto, a única diferença no "onze" que Scolari lançará no relvado de Nuremberga logo à noite, em relação ao jogo de há dois anos no estádio de Alvalade. Já na formação holandesa não faltam alterações. A começar pelo seleccionador: após a derrota no campeonato europeu, Dick Advocaat deixou o comando técnico para Marco van Basten. Apenas o guarda-redes Van der Sar, o defesa Van Bronchorst, o médio Cocu, o extremo Robben e o avançado Van Nistelroy se mantêm como prováveis titulares em relação ao jogo do Euro 2004, embora o ponta-de-lança do Manchester possa até ceder o lugar Dirk Kuyt. Nos 12 encontros na fase de qualificação do Mundial, a Holanda somou 10 vitórias e dois empates. Juntando as vitórias por 1-0 e 2-1 com a Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim e empate nulo com a Argentina, a "Oranje" conta 15 partidas sem perder. Mas se o passado recente dá aos holandeses razões para acreditar nas credenciais de Marco Van Basten, a história de confrontos com a turma das "quinas" é largamente favorável aos portugueses: cinco vitórias, três empates e uma derrota (11-5 em golos). Por outro lado, Portugal pode ainda orgulhar-se de ter conseguido o pleno de pontos no Grupo D, a par com a Alemanha, Brasil e Espanha, marcando cinco golos e apenas sofrendo um, na vitória sobre o México, por 2-1. Equipas prováveis: Portugal Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Manicge, Deco, Figo, Cristiano Ronaldo e Pauleta. Holanda Van der Sar, Boulahrouz, Ooijer, Mathijsen, Bronckhorst, van Bommel (van der Vaart), Sneijder, Cocu, Persie, Nistelroy (Kuyt) e Robben. Eriksson sobre pressão O vencedor do encontro defronta nos quartos-de-final o vencedor do outro encontro do dia, a disputar a partir das 16h00 entre Inglaterra e Equador, em Estugarda. O seleccionador inglês, o sueco Sven-Goran Eriksson, volta a estar sob pressão. Apesar da vitória no Grupo B da fase preliminar, com vitórias sobre o Paraguai (1-0) e Trindade e Togado (2-0), a Inglaterra voltou a ser criticada, após o empate 2-2 com a Suécia. O técnico sueco, que faz a sua despedida do comando da Inglaterra no final do Mundial, tem visto as suas opções serem motivo de críticas recorrentes - a "novela" Wayne Rooney é um exemplo. Mas para este jogo já há quem recorde na história infeliz dos ingleses frente a equipas sul-americanas em fases finais de Mundiais. A Inglaterra foi eliminada pelo Brasil nos quartos-de-final do último Mundial e perdeu três vezes nos quartos-de-final com equipas da América do Sul: no México 86 com a Argentina, no Chile 62 com o Brasil e no Suíça 54 com o Uruguai. No jogo do Gottlieb-Daimler Stadion, Eriksson não vai poder contar com Michael Owen, que vai parar durante muitos meses por se ter lesionado frente à Suécia, nem com o defesa Gary Neville, e na frente só pode apresentar a dupla formada por Rooney e Crouch, o "homem- máquina" de golos. Luís Fernando Suarez, técnico do Equador, conseguiu a proeza de eliminar a Polónia e a Costa Rica ao classificar a sua selecção na segunda posição do Grupo A, onde somou seis pontos (5-3 em golos) e apenas perdeu com anfitriã Alemanha. O conjunto equatoriano, a disputar o seu segundo Mundial, deixou boas impressões e dispõe de uma boa dupla de avançados (Agustin Delgado e Carlos Tenório), tendo apenas que se preocupar com a recuperação de Edison Mendez, em dúvida depois de ter sofrido um toque num treino. Equipas prováveis: Inglaterra Robinson, Carragher, Terry, Ashley Cole, Beckam, Lampard, Gerrard, Joe Cole, Crouch e Rooney. Equador Mora, De la Cruz, Hurtado, Espinoza, Reasco, Mendez, Edwin Tenório, Castillo, Valencia, Delgado e Carlos Tenório. Notícias relacionadas:
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