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O clínico desmistificou ainda a ideia de que o vírus esteja associado a comportamentos de promiscuidade, já que o HPV pode ficar em período de encubação no organismo durante vários anos. Daniel Pereira da Silva explicou ainda que há quatro tipos de vírus HPV: 6 e 11 (que dão origem a carcinomas benignos) e 16 e 18 (carcinomas malignos). No caso do HPV nas suas versões 6 e 11, a vacina tem uma taxa de sucesso que ronda os 90/95 por cento, afirmou Daniel Pereira da Silva. Em relação aos tipos de carcinomas malignos 16 e 18 do HPV, que representam "cerca de 75 por cento dos casos", a taxa de sucesso na cura da doença "é de cem por cento". "Nos restantes 25 por cento dos casos, a vacina não consegue cobrir o problema", afirmou Daniel Pereira da Silva. Esta é uma doença que requer particular cuidado, uma vez que não apresenta sintomas. "No caso dos carcinomas benignos, às aparecem umas pequenas verrugas; mas no caso dos carcinomas malignos ou pré-malignos, não há nenhum tipo se manifestação", afirmou Daniel Pereira da Silva, sublinhando a importância de consultas regulares ao ginecologista. Homens também devem ser vacinados Os homens não estão isentos deste problema. Sendo eles normalmente os portadores da doença, infectando depois as mulheres, podem igualmente sofrer cancro do pénis e cancro anal devido a este vírus. O clínico sublinha, por isso, a importância da vacinação de rapazes e raparigas, embora esclareça que, no caso dos homens, a taxa de redução dos carcinomas tem muito menos expressão (sete por cento, contra 75 por cento no caso das mulheres). A vacina deve ser tomada por todos os adolescentes e jovens, entre os 11 e os 26 anos, preferencialmente antes do início da actividade sexual. Depois dos 26 anos de idade, ainda não há estudos suficientes que permitam concluir que a vacina continue a ter efeito, sabendo-se que a resposta imunitária do o corpo vai diminuindo com a idade. Está a decorrer um ensaio nacional com mulheres maiores de 26 anos para se determinar a eficácia da vacina após aquela idade, disse ainda Daniel Pereira da Silva. Laboratório já pediu comparticipação Comercializada em Portugal pela Sanofi Pasteur MSD, a vacina deverá ser administrada em três doses, no espaço de seis meses. Com o nome comercial de Gardasil, este é um medicamento sujeito a receita médica ainda não comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde, embora o laboratório já tenha realizado o pedido, conforme disse à Lusa o director de comunicação da Sanofi Pasteur MSD, Luís Valente. A mesma fonte revelou que, a partir de hoje, estarão nas farmácias duas mil doses da Gardasil, que garantem a vacinação de igual número de pessoas. O cancro do colo do útero mata uma mulher a cada dois minutos — uma por dia em Portugal — e destrói a vida sexual, familiar e social das sobreviventes deste carcinoma. Portugal regista a mais alta incidência da Europa deste tipo de cancro, cuja principal causa é o HPV, com 900 novos casos por ano e mais de 300 casos mortais. Notícias relacionadas:
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Comentário: Gostaria de saber se esta vacina apenas pode ser tomada por raparigas ainda virgens e se as que ja iniciaram a sua vida sexual a podem tomar com o mesmo efeito.