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Valentim denuncia «tentativa de assassinato político»
publicado em 2006-04-26 17:21:10
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Valentim Loureiro diz ter sido vítima de uma «tentativa de assassinato político e desportivo» com o processo «Apito Dourado». O presidente da Metro do Porto manifesta ainda a intenção de processar o Estado por «perdas e danos».
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A administração da Metro foi formalmente informada, durante uma reunião esta quarta-feira, por Valentim do arquivamento, no âmbito de processo «Apito Dourado», da certidão que alegadamente envolvia a empresa.
Afirmando ser ainda «muito cedo para dizer como tudo isto foi montado», já que durante o ano em que esteve sob escuta policial «deu para tudo», Valentim Loureiro anunciou a intenção de processar o Estado português «por perdas e danos».
Isto apesar de, destacou, preferir «colocar a acção contra quem é realmente responsável por tudo isto», mas isso é alguém que não sabe identificar.
«Fui muito atingido com tudo o que se passou, mas até hoje resisti e vou continuar a resistir. Isto era uma tentativa de assassinato político e desportivo, mas eu sobrevivi a tudo», afirmou o presidente da Metro do Porto em conferência de imprensa no final da reunião do conselho de administração da empresa.
As suspeitas de corrupção na Metro do Porto levaram o Tribunal Judicial da Comarca de Gondomar a suspender Valentim Loureiro da presidência do conselho de administração da Metro do Porto, entre Abril de 2004 e 2005, período durante o qual o cargo foi exercido interinamente por Rui Rio.
O arquivamento do processo foi justificado pelo Ministério Público do Porto, para onde foi enviado pelo procurador de Gondomar, pela falta de indícios de tráfico de influências e/ou corrupção.
Considerando que, de entre as várias certidões extraídas do "Apito Dourado" para processos autónomos, o que alegadamente envolvia a Metro do Porto «era o caso mais desagradável e mais grave», Valentim Loureiro lamentou que durante os dois anos que durou o processo tenha sido posta em causa a seriedade da gestão da empresa.
A nível pessoal, Valentim Loureiro garantiu ter sido «até em termos económicos» atingido pelas suspeitas lançadas, para além dos «muito desagradáveis» efeitos sobre a sua família, nomeadamente sobre os 11 netos com menos de 16 anos.
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