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Valentim Loureiro ficará «triste» se o processo não for a julgamento
publicado em 2007-01-30 15:08:00
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Valentim Loureiro afirmou que ficará «triste» se o processo «Apito Dourado» não chegar a julgamento e reafirmou a sua inocência. O major solicitou uma audiência no Tribunal de Gondomar para tentar demonstrar que não exerceu qualquer influência em favor de Pinto de Sousa, segundo fonte judicial.
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O presidente da Câmara do Gondomar afirmou, esta terça-feira que ficará «triste» se o processo «Apito Dourado» não chegar a julgamento, devido a erros processuais e reafirmou a sua inocência.
Valentim Loureiro falava aos jornalistas à saída do tribunal de Gondomar após uma audiência com o juiz Pedro Vieira, solicitada pelo próprio major para esclarecer uma questão sobre factos que constam da acusação do processo de corrupção no futebol.
«Em consciência não cometi nenhum crime», adiantou, escusando-se a especificar o assunto que o levou a requerer uma audiência. O major revelou apenas que na acusação havia uma questão com a qual nunca tinha sido confrontado nos vários interrogatórios e que queria clarificar.
«Se este processo vier a terminar por questões de direito», como o facto de as escutas telefónicas «serem ilegais», de certa maneira «ficarei triste porque quero que se analisem os factos e quero sair deste processo, porque não há factos que me incriminem», adiantou o autarca.
«Não quero que amanhã se diga que não fui condenado porque não havia lei» ou por qualquer outra questão. «Não quero ser condenado porque não cometi nenhum acto que pudesse ser considerado crime», frisou.
O advogado do major, Amílcar Fernandes, é, no entanto, um das pessoas que já pediu a inconstitucionalidade das escutas telefónicas.
Contudo, uma fonte judicial disse à agência Lusa que o major pediu para ser ouvido enquanto arguido no processo para tentar demonstrar que nada teve a ver com a inclusão do então presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Pinto de Sousa, na viagem oficial feita por Durão Barroso a Moçambique em 2004.
O major terá também negado que tenha tido qualquer influência junto daquele organismo no sentido de manter Pinto de Sousa como presidente do órgão.
Na acusação do processo «Apito Dourado», o Ministério Público refere que Valentim Loureiro terá usado a sua influência naquelas duas situações, em favor de Pinto de Sousa, como contrapartida para os alegados favores recebidos pelo Sport Clube de Gondomar na nomeação de árbitros.
Valentim Loureiro foi o único arguido ouvido pelo juiz de instrução, antes do debate instrutório, que começa ao início da tarde desta terça-feira.
Segundo a acusação do processo, os arguidos, entre os quais se encontra o edil de Gondomar, o seu vice-presidente, José Luís Oliveira, e Pinto de Sousa, são suspeitos de terem montado um esquema para induzir os árbitros a beneficiar o Sport Clube de Gondomar.
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