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O presidente suspenso da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) nega «peremptoriamente» quaisquer contactos com o árbitro Jacinto Paixão no sentido de obter o favorecimento do Boavista num jogo da época passada com o Estrela Amadora. «Nunca falei pessoalmente com este árbitro, nunca lhe telefonei, nada lhe prometi», afirmou Valentim Loureiro, numa conferência de imprensa em Gondomar. As declarações de Valentim Loureiro surge na sequência de uma notícia do jornal «Expresso» na qual o semanário, apoiando-se em fonte judicial, sustenta que a juíza Ana Cláudia Nogueira, titular do processo Apito Dourado, envolve Valentim Loureiro e o seu filho João, presidente do Boavista, numa promessa de melhorar a nota do árbitro Jacinto Paixão, caso este favorecesse os "axadrezados". O alegado favorecimento teria sido solicitado para o jogo da Superliga de futebol de 3 de Abril de 2004 entre o Boavista e o Estrela Amadora, que a turma do Bessa viria a perder. «É redondamente mentira que eu tenha prometido o que quer que seja ao arbitro Jacinto Paixão», insistiu Valentim Loureiro. Para além de negar as implicações feitas pelo jornal, o major criticou a violação do segredo de justiça, que diz ter ocorrido neste caso, e apelou aos poderes políticos e às tutelas judiciais por fim ao que considera ser um «incumprimento da lei por parte dos tribunais». O presidente da Câmara de Gondomar anunciou, entretanto, que já está autorizado pelo tribunal a contactar o seu vereador Joaquim Castro Fernandes, na sequência de um requerimento apresentado pelo seu advogado Amílcar Fernandes. SAD do Boavista desmente contactos com Jacinto Paixão Também a administração da SAD do Boavista desmentiu, este sábado, qualquer contacto ou favorecimento ao árbitro Jacinto Paixão. Num comunicado divulgado no site de Internet do clube, o Boavista nega qualquer contacto com o árbitro, «pessoalmente, por via telefónica ou qualquer outro meio, a não ser no âmbito normal e oficial dos jogos no local dos mesmos». O documento diz, ainda, que nunca «ofereceu a tal árbitro ou a qualquer outro árbitro ou árbitro assistente uma qualquer contrapartida para qualquer hipotético favor, fosse de valor pecuniário ou de qualquer outro género». Notícias relacionadas:
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