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Valentim mais 23 arguidos formalmente acusados
publicado em 2007-03-06 21:46:39
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Valentim Loureiro, José Luís Oliveira, Pinto de Sousa mais 21 arguidos estão formalmente acusados no processo "Apito Dourado" depois do Tribunal de Gondomar ter validado, esta terça-feira, as escutas telefónicas feitas na investigação do processo.
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O Tribunal de Gondomar decidiu hoje levar a julgamento 24 dos 27 acusados do processo "Apito Dourado", incluindo Valentim Loureiro, José Luís Oliveira e Pinto de Sousa.
No final da leitura da decisão instrutória do caso "Apito Dourado", uma funcionária do Tribunal de Gondomar informou que o juiz Pedro Miguel Vieira decidiu que não vão a julgamento apenas os árbitros Rui Mendes, Sérgio Pereira e Aníbal Gonçalves.
A defesa tinha pedido a nulidade das escutas telefónicas, sob várias alegações, entre as quais a de que terão sido feitas sem controlo do juiz de instrução e transcritas fora dos prazos legais.
O juiz Pedro Miguel Vieira está a ler no Tribunal de Gondomar desde as 14:40 de hoje, à porta fechada, a decisão instrutória do processo, desconhecendo-se ainda se haverá ou não julgamento.
Defesa vai recorrer
Uma decisão que apanhou de surpresa o advogado de defesa de Valentim Loureiro. Amílcar Fernandes já fez saber que vai recorrer.
«De derrota em derrota até à vitória final. Fiquei surpreendido, a questão que eu apostava mais era as escutas, por isso vou recorrer, vou recorrer sempre que achar pertinente», salientou.
Também para o advogado de José Luís Oliveira, ex-presidente do Gondomar, se prepara para recorrer. Artur Marques admite mesmo que as decisões do juiz do tribunal de Gondomar são uma derrota para a defesa.
«Todos os pontos em que assentava a nossa defesa foram vencidos. Mas estou optimista porque isto é uma primeira fase de apreciação do processo e é por isso que vou recorrer», salientou o advogado.
A quase totalidade dos arguidos é acusada de crimes de corrupção, cometidos no âmbito da sua actividade desportiva.
O processo "Apito Dourado", que incluiu investigações a alegados casos de corrupção e tráfico de influências entre elementos do futebol profissional português e de autarquias, foi investigado durante quase dois anos.
A 08 Fevereiro de 2006, o despacho de acusação do processo citava mais 24 arguidos, entre os quais 12 árbitros de futebol.
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