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Nos EUA, os videojogos estão a ser usados, com sucesso, na recuperação de uma criança, vítima de um acidente de viação em 2002.
O método assenta no sistema CyberLearning, da SMART BrainGames. Através dele pretende-se desenvolver a concentração, a memória e a capacidade de aprendizagem de uma forma divertida. O sistema, compatível com consolas PlayStation e Xbox, recorre a tecnologia da NASA, para treino de astronautas. A tecnologia, desenvolvida no âmbito das Neurociências, tem como base o princípio do feedback neurológico. Através da produção de ondas cerebrais, é possível "exercitar" a mente e desta forma desenvolver as capacidades cognitivas. O método não é recente, mas a introdução dos videojogos é uma novidade. A principal vantagem, dizem os especialistas, está no facto de a maioria dos jovens se sentir atraída por esta forma de entretenimento. O tratamento, naturalmente lento e monótono, torna-se assim menos entediante. Para alguns jovens, vítimas deste tipo de mazelas, servirá mesmo de pretexto para se submeterem ao processo de recuperação. O sistema é mais eficaz em jogos de corridas, anunciam os especialistas. Se detecta uma fraca actividade cerebral, os veículos tornam-se mais difíceis de dominar. O equipamento foi testado e certificado pela agência espacial norte-americana e pode ser adquirido online sob a forma de um pack , que inclui um capacete especial, dotado de um sensor que monitoriza a actividade cerebral. O preço é de 584 dólares. O desenvolvimento de soluções práticas para muitas das questões que nos "atormentam" tem passado pelos videojogos. O exército norte-americano, por exemplo, usa-os para ensinar aos soldados em campanha no Iraque as melhores técnicas de aproximação e comunicação com os civis (ver link). Um outro exemplo provém de várias escolas nos EUA, que utilizam o jogo de dança Dance Dance Revolution para combater a obesidade infantil. Notícias relacionadas:
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