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O investigador, professor de radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), e a sua equipa efectuaram o estudo com 44 adolescentes com idades entre 13 e 17 anos escolhidos ao acaso e sem problemas de comportamento. Metade do grupo jogou durante 30 minutos um videojogo que simulava um combate militar muito violento, enquanto a outra metade se entreteve com um videojogo não violento mas interessante. Um outro investigador envolvido no trabalho, William Kronenberg (professor associado de psicologia na mesma universidade), explicou que os dados obtidos diferem dos de estudos anteriores porque a escolha dos adolescentes para jogar cada um dos jogos aconteceu de forma aleatória: "Assim, podemos atribuir a diferença entre os dois grupos especificamente ao tipo de jogo que jogaram". No final da sessão, os participantes fizeram testes para medir a concentração e a inibição; simultaneamente, o funcionamento do cérebro era observado em tempo real por ressonância magnética (IRM). Os elementos do grupo que jogaram o videojogo violento mostraram uma maior actividade na amígdala, sede da excitação emocional no cérebro. Em contraste, os que jogaram o jogo não violento revelaram uma maior estimulação da parte pré-frontal do cérebro, ligada ao autocontrolo, precisou o investigador. O conteúdo violento dos videojogos tem sido objecto de tentativas de regulamentação pelo Congresso dos Estados Unidos, que, até agora, só resultaram num sistema de classificação semelhante ao utilizado para os filmes. Notícias relacionadas:
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