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Vigilância a secretário de Carlos Cruz
publicado em 2006-06-08 22:46:22
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O ex-inspector-chefe da Polícia Judiciária (PJ) que coordenou a investigação do processo Casa Pia disse que pediu vigilância para Carlos Mota, secretário de Carlos Cruz, mas que o então responsável pela directoria de Lisboa não deixou. Dias André acrescentou que foi alvo de pressões internas e externas que só acabaram no dia em que pediu a aposentação da polícia.
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O ex-inspector-chefe, Dias André, disse que a 6 de Fevereiro de 2003 esteve para abandonar a investigação do processo.
Nessa data, a SIC tinha acabado de divulgar o envolvimento de Carlos Mota, secretário e amigo de Carlos Cruz, num processo antigo de atentado ao pudor e violação de menores, em Odemira.
Dias André pediu que Carlos Mota ficasse sob vigilância mas o antigo responsável pela directoria de Lisboa da PJ nunca autorizou essa mesma vigilância.
Em tom de desabafo, Dias André disse que só ficou no cargo por respeito à restante equipa. E, que as pressões acabaram apenas no dia em que se aposentou.
O ex-inspector-chefe revelou que nunca viu os filmes de cenas íntimas. Filmes que o procurador João Ramos, à frente da investigação na fase inicial, escreveu em auto ter na sua mão.
Dias André continua a ser ouvido, mas, agora, pela defesa dos arguidos.
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